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Taxa de tabagismo no Reino Unido cai abaixo dos 10% à medida que o vaping supera os cigarros

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Taxa de tabagismo no Reino Unido em 2025, estatísticas do ONS sobre tabagismo

O Office for National Statistics (ONS) confirmou que, em 2025, a taxa de tabagismo no Reino Unido caiu abaixo dos 10% pela primeira vez. Aproximadamente 4,9 milhões de adultos com 18 ou mais anos (9,8%) fumaram cigarros no ano passado, face a 10,6% em 2024, enquanto a transição dos consumidores para alternativas e as políticas de controlo do tabaco continuam a reduzir as taxas de tabagismo.

Vaping supera tabagismo, apesar das disparidades regionais

Pelo segundo ano consecutivo, o número de pessoas que utilizam cigarros eletrónicos (5,4 milhões; 9,9%) foi superior ao de fumadores. A prevalência do vaping manteve-se estável face aos valores de 2024 (5,4 milhões; 10%).

Apesar da diminuição a nível nacional, os dados do ONS revelam diferenças geográficas acentuadas no Reino Unido:

  • Escócia: taxa de tabagismo de 11,4%
  • País de Gales: taxa de tabagismo de 11,1%
  • Irlanda do Norte: taxa de tabagismo de 9,9%
  • Inglaterra: taxa de tabagismo de 9,5%

Ao nível das autoridades locais, Fenland (18,7%) e Kingston upon Hull (18,5%) registaram as taxas de tabagismo mais elevadas, enquanto Epsom and Ewell (4,3%) e Woking (4,5%) apresentaram as mais baixas. Em termos demográficos, os adultos entre os 45 e os 54 anos eram os mais propensos a fumar (12,4%), em comparação com 7,2% das pessoas entre os 18 e os 24 anos. As taxas mais elevadas registaram-se entre os desempregados (16,5%) e as pessoas sem qualificações formais (24,8%).

Proibições faseadas do tabaco e reações na área da saúde pública

O Governo do Reino Unido está a preparar-se para fazer cumprir dois prazos legislativos destinados a limitar o acesso à nicotina:

  • 29 de outubro de 2026: passará a ser crime vender qualquer produto de vaping ou com nicotina — incluindo dispositivos sem nicotina e bolsas de nicotina — a menores de 18 anos.
  • 1 de janeiro de 2027: será ilegal vender tabaco a qualquer pessoa nascida a partir de 1 de janeiro de 2009, inclusive.

Hazel Cheeseman, diretora executiva da Action on Smoking and Health (ASH), congratulou-se com os dados, observando, porém, que continua a ser improvável atingir o objetivo do anterior Governo de reduzir o tabagismo para 5% até 2030:

“Este é um progresso verdadeiramente encorajador e demonstra o que é possível alcançar através de uma ação sustentada para reduzir o tabagismo… Os dados de hoje também mostram que persistem desigualdades entre regiões, apesar dos progressos alcançados. O tabagismo diminuiu enormemente nas últimas décadas, mas continua a ser a principal causa de morte evitável no Reino Unido. Chegou a altura de concluir este trabalho.”

Kruti Shrotri, responsável pelas políticas de prevenção da Cancer Research UK, acrescentou que, embora os cigarros eletrónicos legais continuem a ser um meio eficaz para deixar de fumar, o tabaco permanece como a principal causa de cancro no Reino Unido, sendo necessário prestar apoio direcionado para deixar de fumar às pessoas que ainda fumam.

Reação do setor às novas políticas fiscais

A UK Vaping Industry Association (UKVIA) alertou que as medidas fiscais recentes podem prejudicar os esforços para deixar de fumar. John Dunne, diretor-geral da UKVIA, manifestou preocupação com o novo imposto sobre produtos de vaping, que aumenta os custos dos produtos até 264%.

Dunne afirmou:

“Ao mesmo tempo que o vaping está a ajudar milhões de adultos a deixar de fumar ou a manter-se sem cigarros, uma lista crescente de políticas e propostas ameaça tornar os cigarros eletrónicos menos apelativos e menos acessíveis precisamente para as pessoas que deles dependem.”

Dunne citou um inquérito do setor segundo o qual 50% dos utilizadores adultos de cigarros eletrónicos receavam que o aumento do imposto os levasse a voltar a fumar ou a recorrer ao mercado ilícito. Uma análise económica do Centre for Economics and Business Research estimou que 946 000 utilizadores de cigarros eletrónicos poderiam regressar ao tabaco combustível, gerando mais 306,6 milhões de libras em custos de saúde e perdas de produtividade.